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Carlos César defende que Manuel Alegre é o candidato que reune as melhores condições. Ver mais aqui.
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Carlos César defende que Manuel Alegre é o candidato que reune as melhores condições. Ver mais aqui.
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O regime semi-presidencialista que temos permite as mais diversas possibilidades quanto ao protagonismo do órgão presidencial. Tudo pode acontecer e um pouco de tudo já tivemos desde 1976. Desde um primeiro Presidente (eleito) de vocação militarista e com ambição interventiva ao Presidente apagado e ambíguo que hoje temos, passando por presidentes civilistas e com apetência para se imiscuírem na governação... Enfim, o papel do Presidente possui sem dúvida um profundo alcance politico e é, inquestionavelmente, um potencial pivot da mudança sociopolítica que nos lance na senda do desenvolvimento.
Manuel Alegre não tem perfil para ser uma mera figura decorativa... Pelo contrario, acredito que poderá vir a ser um excelente PR, desde que a sociedade portuguesa se mostre preparada para enfrentar esse desafio. MA pode vir a ser a figura galvanizadora do pais, num momento em que a depressão colectiva, a descrença e o pessimismo parecem atingir os níveis mais graves desde os tempos de Salazar. E Manuel Alegre coloca-se como a única personalidade cujo potencial de optimismo e de esperança é capaz de projectar o melhor de Portugal como desígnio colectivo que nos arranque da espiral de mediocridade em que mergulhamos, e que nos tem impedido de nos afirmarmos como país no espaço europeu e mundial. A nossa história já mostrou que temos competências, inteligência, criatividade, capacidade de fazer e de andar para a frente. Existem potencialidades riquíssimas na sociedade portuguesa, que só não se mostram porque lhes falta a mola aglutinadora que nos agarre e mobilize em torno do que temos de bom, que acabe de vez com as lamúrias, a descrença e o saudosismo que nos aprisionam.
Não se espera, certamente, qualquer tipo de neo-presidencialismo providencial, de que já tivemos suficiente experiência durante a tutela autoritária do salazarismo. Mas concerteza que a mensagem e a atitude de um Presidente podem instigar o lado melhor do que existe neste país. Sendo MA um homem com a formação humana, o perfil literário e a sensibilidade poética que se lhe reconhecem, tais atributos colocam-no numa posição privilegiada como potencial símbolo do Portugal moderno e desenvolvido do século XXI. Enfrentar o nosso futuro colectivo sem receio de assumir a nossa história, ou reivindicar a emancipação e a justiça social sem receio de invocar a palavra Pátria são exigências que com MA na Presidência se tornarão mais viáveis.
MA é um patriota, mas não um moralista ou paternalista. Como homem de esquerda, será capaz de mobilizar (finalmente) essa efectiva maioria sociológica (que tem perdido demasiado tempo com as suas questiúnculas e divisões internas). O projecto está em marcha e poderá ganhar suporte nos próximos meses. Há sectores adormecidos e descrentes da esquerda que podem acordar de novo. Só com uma sociedade civil activa, que se mobilize outra vez em torno dos valores da esquerda, esse projecto poderá significar algo mais do que uma simples campanha presidencial. Para que a candidatura de MA tenha sentido precisamos de afirmar de novo a vontade popular dos cidadãos livres, dos movimentos cívicos e autónomos, dos partidos de esquerda (de todos eles, com todos os defeitos que tem), num novo caudal de utopia que empurre este pais para a frente.
Este post foi também publicado no blogue http://boasociedade.blogspot.com
O Leonel Vicente terminou, no repositório do Memória Virtual, mais uma das suas resenhas anuais das actividades da blogosfera portuguesa com um apontamento onde homenageia Jorge Ferreira.
O Leonel Vicente é o blogger português que mais atenção dedica, há anos, a esta actividade e nunca é demais referi-lo como um dos elementos desta comunidade (ou destas comunidades, como quiserem) que deixa ficar registo para que um dia se venha a ter consciência do que representou e como se desenvolveu a forma mais democrática de comunicar nos finais do Século XX e inícios do Século XXI em Portugal.
Diz-nos o Leonel que em 2009 só levou esta aventura para a frente por sentir que era uma acção feita em memória de Jorge Ferreira.
Ficamos-lhe gratos duplamente. Por o ter feito e pela razão que o levou a fazer.
Neste solstício de Inverno ele vai nascer
algures no Mundo entre ruínas
no lugar do não ser ele vai ser
deitado nas palhinhas sobre as minas
em todos os meninos o menino
muçulmano judeu cristão
o mesmo coração e um só destino.
Manuel Alegre
Tal como o Nuno David, também quero deixar aqui expressos aos meus companheiros de Blog e a todos os nossos leitores, os meus votos de Festas Felizes e, principalmente, de que o Ano de 2010 seja muito melhor do que aquilo que todos os observadores prevêem.
A situação política portuguesa, a crise internacional, as questões ambientais, a fome, a nova pobreza, a ganância e a “roubalheira” de alguns, a falta de solidariedade e de atenção para a igualdade de oportunidades, são alguns dos muitos factores para que o ano que se aproxima não nos deixe em grande estado de optimismo.
No entanto temos de combater a apatia e sair da concha para que o nosso entorpecimento se não transforme no factor de sucesso daqueles que sempre se aproveitam destas oportunidades para fazerem passar, pela socapa, aquilo que nos pretendem impingir.
2010 terá de ser um ano de mudança mas para isso terá de envolver e mobilizar muitos que andam arredados da participação e que se deixam arrastar pela lamúria na esperança de que outros resolvam por si, aquilo que eles deveriam impulsionar. Não será um ano de sossego.
Terá de ser o ano em que o nosso desassossego irá desassossegar os que estão convencidos de que Portugal é um País de desistentes.
Renovados votos de Festas Felizes e de um ano novo com mais esperança e alegria para que voltemos a acreditar.
É importante que não se discuta o que atormenta as populações e, se for necessário, atire-se para a agenda uma qualquer distracção, de preferência fracturante ou, em alternativa, policial ou difamatória, para fingir estar a tratar-se de matéria relevante.
Transformam-se direitos básicos em assuntos de debate, inventam-se factos, pinta-se a manta à volta de suspeições e com tudo isto anestesia-se a atenção geral para submergir na espuma a total incapacidade de solver os problemas resultantes das políticas que se pretendem manter, sem tirar as consequências do seu falhanço.
Andam os fazedores de opinião numa lufa-lufa à volta de Copenhaga muito mais preocupados em confrontar Obama com as suas contradições do que em buscar soluções para o estado miserável em que a alarvice do lucro descontrolado deixou o Planeta.
Andam outros a discutir o sexo dos anjos e o RedBull, para não terem de falar das questões da imoral cristã que percorrem o Globo desde a Irlanda até à evangelização pedófila nos Estados Unidos, e das insuficiências de uma oposição portuguesa que reclama diminuição de receitas e aumento de despesas, às avessas de tudo que apregoa.
Andamos neste mundo do faz-de-conta a impingir que as questões que discutimos são as questões importantes e a promover um ensaio desvairado para tentar pôr os esfomeados a beber da nossa água para que deixem de sentir a fome que têm.
(originalmente publicado no A Regra do Jogo)
No passado dia 14 de Dezembro, 10º aniversário da morte de Tito de Morais, reuniram-se no cemitério da Guia, em Cascais, um grupo de familiares, amigos e outras entidades para fazerem a evocação do fundador do PS.
O Partido Socialista fez-se representar pelo seu Presidente, António Almeida Santos, que proferiu uma pequena intervenção na sequência da evocação feita pelo neto do homenageado, Manuel Tito de Morais Oliveira.
Manuel Alegre e Pezarat Correia fizeram os elogios finais.
(originalmente publicado em CCTM - Tito de Morais)

Vinte e quatro de Dezembro é o dia em que o Senado dos EUA realizará a votação final sobre a proposa da reforma do sistema de saúde naquele país. Um Senado com maioria Democrata, ainda que dependente de dois senadores independentes para atingir os necessários 60 votos.
Mais do que uma disputa no senado, esta é também uma luta dos interesses das seguradoras privadas contra um conjunto de direitos e protecções para os milhões de americanos que não tem dinheiro para pagar um seguro de saúde.
Se o Senado aprovar esta Lei, o dia 24 de Dezembro poderá vir a ser um verdadeiro dia de Natal para os 47 milhões de americanos sem seguro de saúde. Se Obama obtiver sucesso nesta cruzada, que ele próprio escolheu, entrará seguramente na história dos líderes mais extraordinários e consequentes da recente história dos EUA. Aguardemos.
Segundo o jornal Sol a candidatura de Alegre é imparável. Depois dos encontros de apoiantes em Braga e no Entroncamento mais encontros devem realizar-se em Janeiro, sendo um deles o tradicional jantar do 31 de Janeiro, no Porto. Talvez a candidatura seja mesmo imparável, e não o será por acaso. A vontade de que Alegre se candidate está a ter origem nas pessoas, nos seus apoiantes, filiados e não filiados, de forma transversal em toda a esquerda, bem como em diversos sectores do centro-direita.
Gente que quer um Portugal mais vivo e socialmente mais justo, onde a estabilidade política, a vitalidade da economia, o bom funcionamento da justiça, o acesso à educação e à cultura, sejam metas perseguidas de forma sustentada e equilibrada. Objectivos para os quais precisamos e precisaremos de governos criativos e determinados, mas também de um Presidente que saiba garantir o bom funcionamento das instituições e do sistema político. Algo só possível com um Presidente da República com capacidade de mobilização, dimensão política, capaz de comunicar com os cidadãos, capaz de falar, ouvir e ser ouvido, com peso histórico e cultural para representar Portugal. Se as próximas Presidenciais vierem ser decididas entre Manuel Alegre e Cavaco Silva, é fundamentalmente isto que está em causa.
A quadra do Natal está a chegar, e com ela o aumento da probabilidade dos acidentes de trânsito. Se comprar presentes de Natal, tente que eles cheguem ao seu destino a uma velocidade segura e regulamentar.
São os meus votos pessoais de boas festas, e creio que igualmente os votos deste Blogue.
Boas festas!

(foto carregada de http://xicoriasexicoracoes.files.wordpre
Acabei de ler a peça da Ana Sá Lopes no jornal i (ver aqui) sobre o discurso de Manuel Alegre no jantar do passado dia 11 no Entroncamento e sobre a sua eventual Candidatura.
A verdade, é que somos cada vez mais portugueses e portuguesas a “reclamar” junto de Manuel Alegre, que lidere mais uma vez o combate político que se avizinha.
Como ele próprio disse:
Olho à minha volta e vejo patriotas. Vejo gente com vontade de dar a volta a isto. Gente com esperança, que não se conforma e que está disposta a lutar por um país melhor, de que nos orgulhemos e que possamos legar aos nossos filhos, um país mais justo e mais fraterno, mais próspero e mais decente do que o país em que vivemos hoje.
E de onde vem essa força? Vem de dentro de cada um de nós. A nossa força – a força de Portugal – vem do poder dos cidadãos.
Esse combate vale a pena e chama por nós. Para mudar, não para que tudo continue na mesma. Basta ter esperança e acreditar no nosso poder, no poder dos cidadãos. Porque Portugal não é só de alguns, Portugal é de todos.
Acalentados por estas palavras e também pelo inquérito on-line feito pelo Diário de Notícias, (ver notícia aqui) estamos prontos, só falta o “Sou Candidato” e nós vamos de alma e coração, pela nossa Patria.
O Conselho de Ministros aprovou ontem a proposta de lei que permitirá a realização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Iniciativa louvável que cumpre uma promessa eleitoral do Partido Socialista no sentido da não discriminação dos homossexuais no direito ao casamento civil.
Mas ao inscrever na lei a interdição da adopção por estes casais, continua a manter uma discriminação e hipocrisia inexplicáveis. Tanto mais que a actual lei da adopção prevê que ela seja feita por um só indivíduo, mulher ou homem, que poderá viver maritalmente com quem muito bem entender. No alegado “superior interesse das crianças” proclamado pelos hipócritas guardiões do templo dos bons costumes é preferível mantê-las em instituições do que serem adoptadas por dois pais ou duas mães que lhes proporcionem aquilo de que necessitam – uma família com amor, carinho, bons cuidados e educação.
Uma lufada de ar saudável neste país com uma justiça tantas vezes injusta e absurda: uma juíza de Oliveira de Azeméis decidiu entregar a tutela de duas meninas, de 5 e 8 anos, a um tio que vive com outro homem por considerar que teriam melhores condições para cuidar delas do que os pais. Parabéns a esta juíza que fez valer o verdadeiro interesse das crianças contra o preconceito.
O Governo ainda vai a tempo de seguir o bom exemplo.

O Diario de Noticias foi o único órgao de comunicação nacional que nada noticiou sobre o discurso de Manuel Alegre no jantar realizado ontem no Entroncamento. Será que retomou a sua velha vocação de órgão oficioso? Ou será que está a tentar construir o seu próprio candidato?

| "Esta é a nossa gente. Estes são os problemas concretos das pessoas concretas do nosso país. É neles que é preciso pensar. Sobretudo nos que mais precisam: nos desempregados, nos que se encontram em trabalho precário, nos reformados, nos deserdados da vida, nos jovens, mesmo os melhores, que estão desencantados e sem perspectivas. É para eles e sobre eles que se deve debater na AR, com uma cultura democrática de negociação, da parte de todos, governo e oposições. Não há problema em haver discussões fortes no parlamento. Isso é próprio da democracia. E sempre é melhor um parlamento em que se discute do que não haver parlamento nenhum ou então a caricatura que havia na ditadura. Simplesmente : na situação actual é bom que se discuta o que merece ser discutido." | ![]() |
Ontem, Manuel Alegre no Entroncamento, discurso na íntegra aqui.
Alguns chamam-se palhaços uns aos outros como se querendo ofender. Por que será que julgam que assim se ofendem? E aqueles que são qualificados, porque será que se ofendem? Paira no ar uma normalidade excessiva, correcta, monotónica, monótona, chata. O que será que os impede de alcançar o significado de ser e chamar palhaço?
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